segunda-feira, 24 de junho de 2013

“Olho por olho, dente por dente”.


Esta é a célebre Lei de Talião, imaginemos esta Lei nos tempos atuais, como uma fórmula cruel e bárbara, que descreve as ações dos que fizeram algo.  A justiça, é preciso, no entanto, que atentemos ao fato de que esta máxima é também baseada numa relação de equilíbrio entre o que foi feito e as alegações, de uma possível disputa ideológica.
Nesse sentido, o objetivo desta crônica, é buscar na expressão teórica da Lei de Talião, a tese da necessária existência de uma exata medida entre a negação e o restabelecimento da justiça.
Assim, na esfera prática deveria ser um espelho da esfera teórica ideológica e seguir, da mesma forma, as exigências da razão. Esse procedimento é uma reflexão que a conexão em rede faz com a união dos âmbitos teórico e ideológicos com a prática da ação já feita como alicerce do que se deve fazer. O diálogo é o caminho que vai ao encontro com a conexão em rede, diálogo consigo mesmo é monologo. Pensando além do obvio. 
Obrigado.
Alexandre Schlegel
Meu e:mail – alexandre@visaonova.com.br

domingo, 23 de junho de 2013

Che cosa significa pensare?



Lendo Heidegger, que se apresenta pensando o pensar. Só podemos começar a compreender o que significa pensar quando nós mesmos pensamos. Quando eu ia, aos seminários de psicologia, escutava estes questionamentos como abertura de trabalhos, e diga-se de passagem, estas perguntas, estava continuamente presente. "Será que pensar é algo tão difícil?" "Como agimos quando não pensamos?"

Temos, que considerar, que pode acontecer que alguns queiram não pensar. Do tipo ler sem pensar, ouvir sem refletir, apenas receptores. Ter a capacidade de pensar, significa compartilhar, como integrante de uma rede em conexão constante, que permita sermos acessados e acessar.

Lendo Einstein: "A imaginação é mais importante que o conhecimento." Neste sentido, o ato de pensar, não se resume a razão – pois, pode ser limitadora na capacidade de captar toda realidade das experiências que ocorrem ao nosso redor, e no passado. Pensar assume então, um ato de  superação das nossas próprias características e limitações para, talvez, ampliar o conhecimento fornecido pelos sentidos e pela experiência, daqueles que já provaram a sua própria verdade.

Pensar é portanto ampliar os nossos canais sensoriais. É querer, imaginar, sentir e, principalmente intuir o cosmos. A cosmovisão, é a matéria prima do ato de pensar, por isso é singular. É não se conformar com as nossas próprias restrições ou preconceitos, isto é, as representações que outros criam, baseadas nos autoenganos de cada um ou de um grupo.

Pensar é absorver, compreender o mundo e os outros, pela nossa própria capacidade. Sem sombra de duvida, aprender a observar, analisar e criticar – por diferentes pontos de vista – mas apenas denegrir é o ato de agir sem pensar a essência é de outra ordem. Pensando além do óbvio.
Obrigado.
Alexandre Schlegel

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O problema


O problema nunca foi  a religião, religião e só mais uma ideologia, um pensamento uma filosofia, o problema e confundir religião como algo sagrado este é o verdadeiro problema. O problema e com os humanos que usam esse ideologia o problema nunca foi da religião ou dos religiosos o problema simplesmente é por causa dos humanos, nós, nós somos o problema, não foi Deus, mesmo porque não foi ELE,  que criou a religião ou as religiões, fomos nós isso faz  da religião  uma coisa humana, e não Sagrada definitivamente.  A religião é uma coisa como qualquer outra simplesmente isso, e quantas cruzadas se deram por causa da religião. Pensando alem do obvio.

Obrigado.
Alexandre Schlegel

domingo, 26 de maio de 2013

Impessoalidade, Displicência e Falhas de comunicação


Impessoalidade

A perda da pessoalidade é cada dia mais perceptível. Manda-se uma mensagem de felicitação, ao invés de um telefonema. Não se conta mais os fatos se manda um email, ou um SMS. Estas pontuações são apenas exemplos do dia a dia.Com isso as relações entre as pessoas são cada vez mais superficiais, e isso ocorre até mesmo dentro de casa. Cada um no seu canto, com seu computador, sua televisão, com seu telefone etc. As consequências são grandes, as relações humanas tem se desgastado. Os laços afetivos não são mais profundos, capazes de gerar confiança, e cumplicidade de fato. Em razão disso assistimos a famílias se desestruturando, pessoas em estado depressivo, sozinhas, suicidas, pais e filhos se matando mutuamente. Sei que não seja este o único motivo que acarreta todos esses problemas, mas acredito que um deles é a impessoalidade. A complexidade dos problemas está ligado diretamente ao direito. Ouço, leio, vejo que já se fala em direito cibernético, crimes cibernéticos, ocasionados devido aos avanços da comunicação. Cada vez mais, vemos divórcios, maus-tratos, crimes passionais cometidos pelas redes sociais. Com o avanço ininterrupto da tecnologia, as inovações e criações no Direito tendem a crescer cada vez mais, com novas leis, novas tipificações criminais, etc. Aonde iremos parar? Não seria hora de investirmos mais em nossos relacionamentos?

 Displicência

Outro problema causado pelos nossos relacionamentos digitais á a chamada displicência. No relacionamento digital, não é preciso responder a uma mensagem, ou um email imediatamente pois o remetente não sabe quando se teve acesso à mesma. Isso, por um lado, é bom, pois dá a liberdade de planejar quando, e como responder a um questionamento, permitindo uma resposta mais coerente, e bem mais elaborada. Por outro lado, é ruim, existe uma expectativa, e se ocorre à demora para responder, haverá frustração. E frustração é uma das piores sensações para a manutenção de um relacionamento saudável. Além disso, parece-me uma intensa falta de interesse.

Falhas de comunicação

O terceiro e último perigo oriundo dos relacionamentos digitais, são as falhas de comunicação. Nas conversas pessoais já existe esse problema, imagine nas impessoais. Textos não mostram expressões faciais. Não vale a pensa resolver pendências pela internet. Houve qualquer problema/falha de comunicação? Ligue ou converse pessoalmente. Não tente retificar nada pela internet, a tendência é só piorar a situação.

Enfim, apesar dos grandes avanços que a tecnologia foi capaz de nos trazer, precisamos tomar muito cuidado para não perdermos algo que é muito importante: os relacionamentos. As pessoas valem muito mais do que artifícios tecnológicos, por mais que a tecnologia tem seu valor sim, mas a pessoalidade é a única maneira de termos um relacionamento entre os seres humanos.

Obrigado.
Alexandre Schlegel
Meu e:mail – alexandre@visaonova.com.br